domingo, 13 de março de 2011

Poque será?...

É interessante visualizar a forma como antes e depois, uma manifestação verdadeiramente do Povo, é tratada!
Os comentadores, antes do acontecimento: "Não têm líder...", "...é fácil clicar nas redes sociais...." estas são algumas das frases que se ouviram nas nossas televisões, desmotivando à participação na manifestação, provavelmente porque esta não estava (nem quis estar) associada a qualquer máquina clássica de fazer politica ( partidos, sindicatos, etc.), a cobertura televisiva em directo pelos canais generalistas não existiu, embora houvesse condições para acontecer... será que mostrar ao País o que se estaria a passar não era importante?
No rescaldo falam em números tão baixos de adesão (mesmo assim seriam grandiosos) que não poderia deixar de falar neste assunto, em Lisboa não sei, não estive lá e pelas imagens televisionadas pareceu-me haver muita gente nas ruas, mas no Porto estive e presenciei uma multidão que não cabia na praça da Batalha e encheu a avenida dos aliados, onde, quando é nas passagens de anos, os órgão de comunicação social falam em duzentas ou trezentas mil pessoas, falaram agora num total de oitenta mil pessoas, não sei quando será que a contagem foi errada, mas também pouco importa, pois todos estiveram de acordo que esta foi a maior manifestação pós 25 de Abril sem apoio, que não fosse do Cidadão Comum, gente que não tem passadeiras estendidas e que trabalha muito, para que alguns ganhem imenso.
Nos cartazes apenas se via o desejo de mudança, mas uma mudança real, não sei se a nossa classe politica terá capacidade para a fazer, pois sofre de "vícios" que são transversais e que minam todos os partidos, mas uma certeza há, não podemos continuar neste estado de (des)governo, onde todos os dias somos confrontados com surpresas e onde o garante dos direitos e liberdades dos Cidadãos, comete atropelos a essas questões tão fundamentais, como sejam as de integração ou regulação da riqueza gerada e distribuída.
Depois fazemos auto-estradas, TGV, Aeroportos, como chamaríamos a um qualquer "Senhor", que sem dinheiro fosse ao stand da Ferrari para trocar o seu carro, um utilitário, é certo com alguns kilometros, também é verdade, mas já pago por um Testarrossa, chamaríamos lunático ou vigarista. Lunático se está a pensar que na próxima semana vai arranjar dinheiro para pagar o carro; vigarista se aquilo que lhe interessa é enganar o vendedor ganhando de alguma forma uns trocados. É isto que está a acontecer no nosso País, por exemplo estamos a transformar a IP 4 em auto-estrada sem dinheiro para o fazer, a seguir pagaremos todos, mas pagarão principalmente aqueles que, sem outra alternativa, tenham que por lá andar, como sejam as empresas, ou os trabalhadores deslocados. Será que isto não era previsível?
Será que não é crime grave penhorar as próximas gerações? Vender o País sem critério, servindo apenas obscuros interesses?
Por tudo isto e muito mais um BEM HAJA a quem organizou a manifestação e um voto de esperança que tudo mude rapidamente!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

NUNCA PENSEI SER POSSIVEL NA MINHA TERRA


No dia dezoito de Fevereiro de dois mil e onze, assisti à inauguração do Centro Escolar de Murça, é incrível, como fabricamos realidades que não pertencem a este Mundo, como podemos falar em melhores condições, de forma absoluta e para todos, quando arrastamos crianças de tenra idade durante kilómetros. Fui,  há  já muitos anos, quando nessa altura os políticos profissionais diziam e passo a citar “…em Murça não vai fechar nem uma escola primária…” defensor que escolas primárias muito pequenas geram descriminação e problemas de sociabilização, mas o Concelho mereceria mais, deveriam ter sido criados três pólos, em zonas estratégicas, de forma a não desertificar as nossas aldeias, mas, como sempre tudo é feito ao sabor da “maré” e de outras vontades que não as de servir o melhor possível as populações. Será isto culpa do poder central? Eu penso que não. Quando se transferem competências para o poder autárquico a responsabilidade passa a ser do conjunto de autarcas que nos governa, na sua consciência, vai ficar mais este duro golpe e mais um largo passo para uma maior desertificação das nossas aldeias. Espero, muito sinceramente, estar errado e por algum fenómeno que para mim não é entendível, isto que digo ser fruto da minha (pequena) imaginação. O futuro revelar-nos-á, se o que penso está errado ou não, pena é que nesse futuro os principais responsáveis não habitem o Concelho e a desertificação não interfira na sua qualidade de vida.
Quando se constrói e se coloca tecnologia, devemos pensar como e porquê, não devemos adquirir apenas porque sim, é uma pena que sabendo os responsáveis Autárquicos e Técnicos que toda a Escola pública está apetrechada com um tipo de quadro interactivo e um software especifico, tendo o Estado Português investido na formação dos Docentes, garantidamente muitos milhares de euros, se coloquem outros e depois acontecem coisas como vir o Professor para dar uma formação e não a poder dar porque a aplicação que tinha estava preparada para outro software e isto só ocorre porque Técnicos e Autarcas falharam nas suas escolhas (como é dinheiro de todos nós essa gente deve ser responsabilizada), adquiriram esses quadros interactivos sem pensar no benefício da Escola e dos Docentes que lá leccionam e que no verão, às sua custa se deslocaram para Vila Real recebendo formação num quadro com um software e depois encontram na sua sala de aula outro software, muitos deles já criaram as suas aplicações para esse software e quando se pedir a outros Docentes para vir leccionar e isso acontece todos os anos, estes terão que deitar fora o seu trabalho e começar tudo de novo, porque Autarcas e Responsáveis Técnicos não sabem o que andam a fazer, ou por outras razões piores que eu nem me atrevo a referir.
 Vi, também, gente trabalhadora desesperada, porque a vida não lhe corre de feição manifestar-se, de forma pacifica, derramando vinho, que ou compraram ou seria de produção própria e este foi um direito que o 25 de Abril nos deu, podermos nos manifestar de forma livre e pacifica, esse é o pilar da Democracia e o que nos distingue das ditaduras e vejo essa gente ser maltratada, por responsáveis políticos que terão querido fazer o trabalho das autoridades, meus senhores a Democracia não é isso, devemos respeitarmo-nos pela diferença, negociar e deixar, se tudo se extremar, que as autoridades tomem conta da ocorrência, senti vergonha da forma arruaceira como gente da Nossa Terra e com responsabilidades, (porque todos temos responsabilidades) tratou gente igual que pensa diferente.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

AS DITADURAS DISFARÇADAS DE DEMOCRACIAS, SÃO AS PIORES

Pior do que ter um ditador, que sabemos ser ditador, que não engana ninguém, onde sabemos o que nos espera se pensarmos de forma diferente, é termos um ditador que disfarçado de democrata, usurpando  direitos, integridade e falando de forma a que tudo pareça ser como pensa ter que ser....
É difícil percebermos como vamos viver, quando tudo o que acontece parece não ser o que realmente é, e nós simples plebeus não percebemos o que é verdade, ou mentira, levando-nos a desacreditar em tudo o que são os princípios da democracia!
E esta metodologia de governo tentacular, parece um cancro maligno que se espalha por todos os que governam, começou nas copulas, mas vem até aos autarcas, que fazem o que lhes dá na real gana, sem que sejam por tal responsabilizados.
O mais grave, disto tudo é que esta geração que se diz de Abril, que afirma ter aberto o País para a liberdade, o está a aprisionar, não só os que agora estão, mas as futuras gerações, porque deixamos que um conjunto de incompetentes bem falantes nos governem, ou um conjunto de seres gananciosos que não conseguem ver a causa pública, mas a sua causa, destruindo à sua passagem todos os laivos de desenvolvimento, por uns poucos de euros extorquidos, não percebem essas pessoas a sua real responsabilidade e Nós simples plebeus damos-lhes a força necessária, porque continuamos, inocentemente, a acreditar que o nosso umbigo é mais importante que o resto do Mundo, esquecendo-nos que o Mundo é feito dos umbigos de todos nós.
Vamos mudar isto, vamos pensar colectivo, vamos pensar colectivo, VAMOS LIBERTAR O PAÍS DA PRISÃO DOS INTERESSES MESQUINHOS E CORPORATIVOS QUE TANTO TÊM LESADO PORTUGAL.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Vamos começar a cortar no sitio certo

O País está em crise, não há dinheiro para tudo, então deveríamos começar a cortar, nos subsídios por exemplo:

Se o subsídio de alojamento fosse suspenso aos deputados poupar-se-iam 2.340.000,00 €;
Se todos os subvencionados (senhores que estão a receber uma mensalidade sem ter idade da reforma, ou qualquer deficiência física) poupar-se-iam 4.580.000.000,00 € sim mais de quatro mil milhões de euros anualmente;
Se os Governos Civis fossem extintos poupar-se-iam 2.000.000,00 €;
Em três exemplos de corte, que não afectariam, ninguém, de forma injusta e não prejudicariam os principais sectores do estado poupar-se-ia quase cinco mil milhões de euros!
Não sou economista, nem tenho acesso a todos os dados, estes são os que vão sendo divulgados na comunicação social e estão nos diferentes ministérios, isto é sem saber ler nem escrever, conseguiria um corte nos gastos do estado e não aumentaria o IVA, não diminuiria os salários, não aumentaria os custos da segurança social e provavelmente o País poderia crescer um pouco, pois o consumo não seria diminuído.
Se querem ajudar o Governo dêem sugestões, devem ser milhares, como poupar sem prejudicar quem apenas contribuiu com o voto (ou sem ele) para este estado da nação.
Ajudem os nossos governantes com sugestões de onde cortar sem prejudicar o Povo Português

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Este desabafo não é responsabilidade de nenhuma candidatura!

Este desabafo não é responsabilidade de nenhuma candidatura!
É antes um grito de revolta contra o sistema que nos governa desde 74 e que criou uma teia de interesses que assentam nos partidos e em quem neles está instalado e vive não pela sua competência, mas pelos favores que trocou e por ter personalidade seguidista, que é o mesmo que dizer sem personalidade.
A incoerência é a forma de estar desta classe política, que faz o que o partido diz e espera que a “Gamela” lhe seja colocada, em que os interesses da comunidade são o que menos interessa, desde que os seus sejam satisfeitos. Isto levou-nos a um País que nos envergonha, onde há suspeita sobre todos os que Militam e são cúmplices dos partidos. Olhem para a esquerda, para o centro, ou para a direita e apenas vêm gente pensando como se governar, esquecendo-se do povo, todos os dias.
No País pagamos a três (ex)Presidentes e fornecemos todas as mordomias que lhe são inerentes. Em todos os Municípios existem (ex)Presidentes de Câmara que têm subvenções vitalícias, Há milhares de políticos que sem ter idade para a reforma, já as recebem, será que esta gente não deveria ser altruísta o suficiente para suspender estas chorudas subvenções, que não são assim tão pequenas.
Todos os dias são fomentadas politicas caciquistas, colocando poder nas mãos de gente do aparelho, que nada provaram na vida sem ser a sua capacidade para dizer que sim!
Os partidos tudo isto promovem, mas nós, meros cidadãos também temos imensa culpa, pois votamos e quando o fazemos vamos atrás das máquinas partidárias, deixamo-nos iludir pelas promessas ocas que um bando de políticos profissionais, que segunda-feira são deputados e votam pelos PEC todos e na terça-feira, dizem nada ter a ver com o apertar do cinto, ou com a crise, pois, a maioria, deve ter começado “ontem” a ter responsabilidades governativas …
Eu tenho quarenta e três anos e já passei mais de metade da vida, mas quando vejo o que a geração anterior e a minha vai deixar como herança, sinto-me envergonhado, os nossos filhos e netos, vão pagar o que nós deixamos roubar, porque má gestão ou gestão danosa é roubo. Será que quer deixar o futuro dos seus filhos e netos hipotecado, pelos erros dos políticos profissionais, que por aí pululam? Eu não quero! Até hoje apenas trabalhei, paguei os meus impostos e esperei que aqueles que nos governam - porque para tal se candidataram - fizessem o trabalho, para que são pagos. Por isso vou gritar com todas as minhas forças contra as injustiças que se vivem neste País, todos os que se quiserem juntar serão bem vindos e importantes para mudar o rumo deste País, esperando que no resto de vida que tenho consiga deixar outro tipo de herança à próxima geração, que não seja a de pagar o que outros gastaram.
Vou começar nestas eleições votando no único candidato que não é político profissional e já deu provas inequívocas, da sua competência como gestor e Homem solidário e que nada teve a ver com o lamaçal em que o País se encontra! Vou votar Fernando Nobre
No entanto prometo manter este espaço livre para que se inicie um novo rumo para Portugal, em que a voz de cada cidadão seja importante, em que não se pense na urgência do presente, mas no futuro de um Pais!